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| Decisão ocorreu no estádio da Montanha (Foto de: Lucas Heckler) |
A chance era de ouro para o Caravaggio, de Nova Veneza, e o
Rui Barbosa, de Morro da Fumaça. Se tornar campeão estadual de futebol
não-profissional atuando no Sul-catarinense. Porém, o sonho acabou na
semifinal, para ambos. E nesta segunda-feira, dia 14, quem soltou o grito de
campeão foi a equipe que percorreu a maior distância: o Xanxerê.
A conquista do título, durante a tarde, veio diante do
Estrela Azul, de Santo Amaro da Imperatriz, com duelo no estádio da Montanha,
no distrito de Caravaggio, em Nova Veneza. Vitória por 3 a 0. Tive o prazer de
acompanhar este bom jogo e mesmo na decisão não havendo nenhuma equipe da
região, houve um número razoável de torcedores.
Mas falando da decisão em si, pelos dez primeiros minutos
parecia que o Estrela Azul levaria o título. Trabalhava muito bem a bola, com
belos passes. Mas foi somente a impressão inicial realmente. Depois de pouco
tempo, o Xanxerê tomou conta do jogo e aproveitou-se da insegurança defensiva
do time da Grande Florianópolis.
Enquanto o Estrela Azul era inseguro na defesa, o Xanxerê
foi perfeito na fase ofensiva. Criavam algumas chances e sempre com grande
perigo. No primeiro tempo, a equipe do Oeste Catarinense já conseguiu abrir
vantagem de 2 a 0, com gols de Edson Negão e Fumaça. O placar deu tranquilidade
para a segunda etapa, o que poderia ter sido diferente caso o time de Santo
Amaro tivesse convertido em gol o último lance da partida, que parou na trave.
No período final, mesmo com todas as alterações registradas,
nada mudou. Estrela Azul inseguro atrás e o Xanxerê sabendo aproveitar. O time
que viria a posteriormente ser campeão, ainda deu ao luxo de desperdiçar um
pênalti, muito mal batido. Mas, antes do apito final, Marcelo sacramentou a
conquista do título.
Diante disso, acaba-se a hegemonia do Sul no Estadual, que
já durava quatro anos e o título volta ao Oeste. Mais especificamente, à cidade
de Xanxerê. O último campeão fora da região carbonífera tinha sido exatamente
do Olaria, de Xanxerê!


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